A Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) apresentou a 13.ª edição da revista Análise Associativa, uma publicação dedicada ao estudo, reflexão e valorização do Movimento Associativo Popular.
Dirigida por Sara Fernandes, esta edição tem como tema central o Associativismo Desportivo, reunindo um conjunto de artigos, estudos e reflexões que analisam a realidade do setor, os seus desafios e as perspetivas para o seu desenvolvimento.
Entre os principais contributos destacam-se os artigos de Alfredo Melo de Carvalho, que aborda diferentes dimensões do associativismo desportivo; de Artur Martins e Jéssica Pereira, centrado nos retratos, dinâmicas e desafios deste universo; de Micaela Durães; e de Guida Veiga, que reflete sobre a importância das ruas enquanto espaços de brincadeira, convivência e participação comunitária.
Na secção Estudos, António Sampaio da Nóvoa assina um artigo dedicado à relação entre o associativismo e os direitos humanos, Augusto Flor analisa os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e Maria João Vargas Moniz aborda o papel das parcerias comunitárias no fortalecimento do tecido associativo.
A publicação inclui ainda uma recensão crítica de Rita Cachado à obra Associações, Democracia e Utopias Reais, de Sérgio Pratas, bem como uma grande reportagem dedicada ao 23.º aniversário da Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal, complementada por uma entrevista ao seu presidente, Diamantino Estanislau.
A sessão de apresentação decorreu com uma participação significativa de autores, dirigentes associativos e público interessado, proporcionando um debate considerado vivo e enriquecedor sobre os temas abordados na revista e sobre os desafios que se colocam atualmente ao Movimento Associativo Popular.
Durante a iniciativa foi também anunciado o tema da próxima edição da Análise Associativa, que será dedicada à Mulher no Movimento Associativo Popular. A direção deste 14.º número estará a cargo de Jéssica Pereira.
Com esta publicação, a CPCCRD reforça a sua estratégia de promoção da investigação, da produção de conhecimento e do debate em torno do Movimento Associativo Popular, aproximando dirigentes associativos, investigadores e comunidade académica.
A Análise Associativa afirma-se, assim, como um espaço de divulgação científica, reflexão e valorização do associativismo, contribuindo para a capacitação dos seus agentes e para o fortalecimento das coletividades portuguesas.
A 13.ª edição da revista encontra-se já disponível para leitura, estando prevista a realização de novas sessões públicas de apresentação e de debate em diferentes pontos do país, que conta com o apoio da Fundação Montepio.

